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Um Blogue de Ismael Sousa

A perspetiva de um homem num mundo tão igual.

Fixando

por Ismael Sousa, em 08.10.18

Há alguma coisa melhor para recordar os bons momentos do que álbuns de fotos? Olhar para as fotografias de infância e recordar o brinquedo que não largávamos. Ver amigos que entretanto partiram para os cinco cantos do Mundo. Lembrar aquelas férias numa praia que parecia infinita. Rir com as caras que fazíamos nos jantares de amigos durante a universidade.

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Quem diz álbuns de fotos, diz pastas perdidas algures no computador, memórias daquelas que o Facebook insiste em recordar ou os velhos vídeos que se gravavam nos Natais em família. Por isso é que acho que fazer uma sessão fotográfica com pessoas que são importantes para nós é sempre uma boa ideia. Sejam colegas de trabalho, amigos ou convidados de casamento.

 

Claro que nem sempre temos tempo (ou orçamento) para uma sessão de fotografia. É por isso que o telemóvel anda sempre em riste e com a objectiva pronta a disparar. Tenho gigas e gigas de todas as viagens e de momentos que consegui captar na hora H. Sem planificação, claro - mas também sem a qualidade de um trabalho profissional.

 

Se partilham a minha ideia sobre imortalizar determinados momentos através das fotos, então este post é para vocês. Recentemente fiquei a saber que existe um website online onde podem procurar todo o tipo de serviços: a Fixando. Já alguma vez ouviram falar? A ideia é simples: os clientes explicam que serviço precisam e depois recebem até 5 orçamentos de forma gratuita.

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Ainda nunca usei, mas parece-me absolutamente brilhante para aquelas horas em que precisamos de um picheleiro ou de um electricista para ontem. Ou - e era aqui que queria chegar - de um fotógrafo para uma sessão de fotos engraçada. Para quem precisa de fotógrafos em Lisboa ou fotógrafos no Porto, basta clicar nestes links e numa questão de minutos podem começar a organizar-se.

 

Qual é a vossa opinião? São tão fanáticos pelas fotografias como eu? Acham que vale a pena contratar um fotógrafo profissional?

 

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E se este país fosse estrangeiro?

por Ismael Sousa, em 19.03.18

E se Portugal fosse um país estrangeiro, onde estivessemos de férias? Seria igualmente tão triste?

 

Dou comigo, muitas vezes, a pensar nos locais fantásticos que neste pequeno jardim à beira-mar plantado existem.

 

A realidade de Portugal não é assim tão diferente dos outros países e não somos, em circunstância alguma, menor que os outros. Aliás somos ainda maiores que alguns países.

 

Contudo, a nossa vivência por cá, vai-nos fazendo desacreditar este país. É a política, a situação económica, é as catástrofes que nos vão acontecendo e a incapacidade de dar a volta por cima.

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Somos, humanamente, mais focados na negatividade do que nas coisas boas e, por essa razão, achamos que Portugal é um país de terceiro mundo (e em algumas coisas é) e que necessíta sempre mais. Contudo, não perdemos tempo em pensar nas coisas tão boas que por cá existem.

 

Mesmo na nossa vida precisamos de contos de fada, de tornar certos momentos mais mágicos que aquilo que são. E porque não fazê-lo com este nosso país, tentar vender um país que tanto tem de bom a dar, para de alguma forma conseguirmos fazer com que ele cresça?

 

Tenho a sorte, e tenho-me pautado por isso também, de conhecer, ainda que vagamente, metade do meu país (e digo metade porque o Além Tejo ainda me é desconhecido). Tenho conhecido locais belíssimos e cheios de histórias e estórias. Um país rico em cultura, em arquitetura, em música e tradições. Mas muito disto torna-se, para nós, mais que banal. Não damos ao que temos o devido valor.

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Questiono-me se estamos a dar o devido valor, a oportunidade que Portugal precisa. Criticamos a cultura, criticamos a política e o atraso de Portugal (eu também o faço, atenção!) mas não contamos as estórias que por cá existem nem a história deste grande país. Esquecemos as personagens que por cá viveram, que por cá morreram.

Portugal, para mim, não é só um país, ou melhor, não é um país triste. Portugal é uma país belíssimo.

 

Quanta beleza existe nas tradições de Viana? Quanta tradição existe com os Caretos? Ou a nossa segunda língua, o Mirandês? Quantas belas vinhas existem ao longo de rios d'ouro? Quantas tradições ligadas à pesca, nos quilómetros e quilómetros de praias que nós possuímos? Quantas histórias de amor e valentia gravadas nas paredes dos castelos deste país, quantas derrotas e vitórias eternizadas em belos monumentos? E as metrópeles cheias de estórias, os grandes nomes que este país possuiu? Que seria do hábito dos ingleses se não fosse Catarina de Bragança? E os poetas que escreveram tanto sobre este país e as suas virtudes? Onde está Camões e Pessoa, Sá Carneiro e outros? Onde estão os grandes escritores deste país, os grandes músicos? Quanto amor eterniza a Pena com as suas cores, fantasia de livros de crianças? E Mafra na sua enormidade? Quantas histórias de amor e desamor num Buçaco esquecido ou num São Cristóvão de Lafões, tão antigo quanto a fundação do país? E as marcas do avanço de Afonso Henriques, ou o testemunho de António Vieira, ou o Santo português reclamado pelos italianos? Quanta cultura existe neste país onde o folclore é mais reconhecido no exterior e mais desprezado por nós? E as obras primas que possuímos, a cultura, a história que brota das pedras das calçadas com tanto para dar?

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Há tanto para conhecer, tanto para aprender e tanto para escrever e cantar sobre este país. Não somos só o parente pobre de uma Europa que nos despresa. E se o somos, somos porque não nos impomos. Há tanto para descobrir neste pais, com dois arquipélagos cheios de magia natural, com planícies para decobrir. Temos praias e rios, lagoas naturais, serras com neve, judiarias e mosteiros. Temos os passos daqueles que fizeram história, temos histórias em cada rua que cruzamos.

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Que Portugal não morra nem seja vendido. Que portugal seja sempre leal as suas tradições, aos seus costumes. Que o fado nunca deixe de se ouvir nem os cantores de outras cantigas. Que a palavra escrita nunca morra, que os poetas não deixem de se enamorar. Que a língua sempre se fale, que as línguas se aprendam. Que a humildade nunca nos acabe e o peito nunca deixe de ficar inchado quando se declarar: "EU SOU PORTUGUÊS!"

 

No rasto das estrelas!

por Ismael Sousa, em 17.08.17

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A astronomia foi um conhecimento que me foi ensinado, sem que eu buscasse aprendê-lo. Sem querer, ficou o "bixinho" dentro de mim.

Há noites que são fantásticase e este pedaço de rocha que habitamos num Universo tão imenso, não pára de rodar.

Este é o registo de 1hora e 50minutos do movimento de rotação da terra sobre si. O local é o alto da Serra da Freita, em São Pedro do Sul, onde as estrelas passam a ser mil vezes mais, onde a Via Láctea nos impressiona ainda mais.

Info Técnica:

110' (220x30")

ISO 400

f/ 3.5

Montagem realizada com 'Startrails'!

Drave: paraíso no vale

por Ismael Sousa, em 17.04.17

Perdida onde se cruzam as serras da Freita, Arada e São Macário, encontramos uma pequena aldeia. Sem estradas alcatroadas, sem luz e abandonada, Drave mostra-se ao mundo através dos olhos de quem lá vai. Praticamente em ruínas, sem nenhum habitante, a aldeia da Drave é um local paradisíaco, onde a natureza abunda, o riacho corre livremente, os rebanhos pastam a seu bel prazer, os animais vivem numa imensa liberdade.

De difícil acesso e sem melhor maneira para se ir a não ser a pé, Drave encontra-se escondida, mesmo para quem passa nas estradas que a circundam de longe. Sem sinaléticas, é um local onde só vão os aventureiros ou aqueles que, de uma ou outra maneira ouviram falar. Ou pela aldeia de Regoufe, que dista a 4 km, ou pelo alto da serra, a caminhada é por caminhos de terra. Envolvida na flora abundante da serra, de arbustos rasteiros de carqueja, Drave apresenta-nos, num fim de tarde, uma aldeia castanha, em que as casas são todas da mesma cor. Não de cores comuns, nem das casas que normalmente vemos, mas de casas de pedra de lousa e telhados de xisto. A pequena capela é a única que se destaca, pela sua cor branca, caiada. Atravessamos o pequeno riacho e entramos naquela fantástica aldeia. As paredes grossas, as eiras toscas, as janelas abertas. Não há residentes, vizinhos. Somente o silêncio ali se pode encontrar.

Fantasma, a pequena aldeia da encosta tem vindo a ser reconstruído pelos Escuteiros, que ali vão aos fins-de-semana, em atividades ou simplesmente para manutenção. As casas que se encontram restauradas é um trabalho realizado pela Drave Scout Centre, mantendo toda a linha original, respeitando o espaço que a envolve. As noites que lá passam são iluminadas por velas e candeeiros. Há trabalho a fazer, locais para manter. As portas não têm fechaduras. O único pedido deste grupo de escuteiros pede é que nada seja retirado, que nada seja vandalizado. No rio corre água límpida e fresca. Pode descansar-se debaixo de uma árvore, sentar-se a admirar a paisagem verdejante. Drave é o local indicado para se ir quando a vontade de estar em contato com a natureza nasce. Uma caminhada, um local de descanso. E para terminar o dia, nada como voltar a subir a serra e admirar o fantástico pôr do sol que se esconde nas encostas da serra.

 

 

Para mais info, passar aqui!

Montemor-o-Velho

por Ismael Sousa, em 29.03.17