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Um Blogue de Ismael Sousa

A perspetiva de um homem num mundo tão igual.

Um Blogue de Ismael Sousa

A perspetiva de um homem num mundo tão igual.

De onde sou?

Vivemos num mundo onde a diversidade é enorme. De um país para o outro, mesmo lado a lado, a diversidade cultural é tão diferente que mesmo sem linhas traçadas podemos reconhecer cada país pela sua cultura.

 

Com toda a normalidade, quando conhecemos alguém, é natural perguntarem-nos de onde somos, numa tentativa de reconhecer origens. Eu, na minha maior brincadeira, tenho por hábito dizer que sou do mundo. Do outro lado surge sempre um sorriso, mas do lado de cá a nostalgia de me ver preso a raízes que tanto me dizem mas que não me completam por completo.

 

Sou do mundo é uma resposta vaga. Mas na verdade diz tanto. Sou do mundo porque há coisas no mundo que se pudesse agregá-las num só país, seria o país de Ismael.

 

Sou português, com orgulho e acho este país onde nasci e cresci, uma das maravilhas escondidas do mundo, plantado à beira mar, com tanto para descobrir. Somos o povo que com mais facilidade aprende línguas, o povo da sardinha e do vinho do Porto. O povo do folclore, do bailinho. Temos as touradas, temos monumentos, temos serras e praias. Temos doces e gastronomia sem igual. Temos o Fado, a história. E acreditem que sinto isso tudo em mim.

 

Mas também sinto em mim o sangue quente dos espanhois, as cores espanholas, o flamenco, as tradições. Amo as tapas, mas falta-me o café. Sou fã da siesta e das horas de esplanada e da vida que os espanhois têm inerentes a si.

 

Sou português e gosto do francês, pelo romanticismo da língua, pelo enorme gosto pelas artes. Sou português mas faltam-me as óperas italianas, a moda italiana, a lingua e os monumentos e religiosidade e o carnaval de veneza. Sou português mas faltam-me os musicais ingleses, a cultura e estilo de vida inglês.

 

Falta-me a influência muçulmana, nas decorações e formas de vestir. Faltam-me os russos pelos palácios e literatura. Falta-me tanta coisa que sinto-me mais incompleto do que completo. O mundo tem uma diversidade enorme e nunca serei capaz de absorver tudo quanto gostava. Sou multicultural e não me deixo prender por raízes. Um dia vou explorar o mundo da maneira que desejo. E no fim, quando tver vivido tudo, voltarei a querer viver novamente!

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