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Um Blogue de Ismael Sousa

A perspetiva de um homem num mundo tão igual.

Um Blogue de Ismael Sousa

A perspetiva de um homem num mundo tão igual.

Competitivos por natureza!

É terça-feira: mais um dia de agosto, mais um dia de trabalho. Três crianças no espaço lúdico, raparigas por sinal.

 

Acabei de publicar num dos blogues e dou comigo a observar as estatiscas dos mesmos. Ao mesmo tempo que eu me perco em estatísticas de blogues, as três meninas competem entre elas. Uma quer fazer assim, outra quer fazer assado. Uma não quer que a outra faça, a terceira faz tudo como quer. E berros e amuos constantes fazem parte do meu dia.

 

Com esta competição entre elas, comigo a ver estatísticas, recai sobre o meu pensamento a simples frase: estamos sempre em competição. Queremos alcançar o sucesso de várias formas, sermos aceites e notaveis na sociedade. É um pensamento comum e geral a todos e não me venham com cântigas, mas de uma ou de outra maneira, queremos ser "vistos" e notados pela sociedade.

 

Não escrevo nos blogues de forma a ter sucesso ou a ser conhecido. Somente de forma a demonstrar a minha opinião ou, como na grandíssima maioria dos casos, encher a internet com textos de minha autoria, permitindo a quem os quiser ler, uma forma de fácil acesso.

 

Todos desejamos sucesso em algo: uns no trabalho, outros na realização pessoal. O sucesso é-nos incutido por natureza. Enquanto crianças vivemos esta competição/sucesso com o "o meu é melhor que o teu" ou o famoso "eu é que sei". Na adolescência com o "tive melhor nota que tu". Na juventude e em fase adulta, deixam-se as palavras de lado e demonstra-se com atitudes e posses. Acho que, somente quando chegamos a velhos é que deixamos de competir. E só alguns, porque outros competem até ao último dia de vida (e não achemos que a sueca e o dominó ou as damas são competição!).

 

Há pessoas mais humildes que outras, que apesar de necessitarem de se sentirem realizadas, não se vangloriam pelas coisas que alcançam. Outros fazem sempre questão de esfregarem na cara dos que o rodeiam esse facto.

 

Vejamos: os políticos competem entre si sobre quem deixou melhor (ou pior) o país, municipio, associação; nas empresas é para ver quem é mais querido pelo patrão; no campo, quem teve mais tomates ou cebolas, melhor vinho ou melhor colheita. Os filhos que serão sempre melhores, o irmão que será sempre a estrela. Uns têm que lutar pelo sucesso, outros é-lhes nato esse sucesso.

 

No passado domingo assisti a um desfile. Qual o meu espanto quando uma certa pessoa estava em cima de palco. O meu pensamento? Logo de revolta. Senti que não era justo, bla bla bla. Agora, dois dias depois, tenho em mente uma das maiores verdades de sempre: a vida não é justa. Mas de nada me vale odiar e ficar irritado por essa razão. Cada pessoa tem direito ao seu sucesso e isso incomoda muito as outras pessoas. Mas todos procuramos o sucesso, procuramos aquilo que nos torna competitivos. Depois o que fazemos quando o alcançamos já faz parte da essência de cada um.

 

Conheço pessoas que alcançaram o sucesso, que foram competitivas a um nível saudável, e que quando lá chegaram, continuaram a ser as mesma pessoas que eram antes. Outras, sentiram-se superiores e deixaram aqueles que estiveram a seu lado esquecidos, calcaram muita gente.

 

A vida terá sempre duas faces: o bem e o mal. Tão inevitavel como o sol "nascer" todos os dias. Cabe a cada pessoa ser ou não, boa na sua essência. Cá eu, continuarei a perder-me por estatísticas, tentando alcançar algum sucesso. Continuarei nas minhas escritas, mesmo que aquilo que escrevo seja página perdida na internet. Continuarei a ser eterno amante, mesmo sem correspondência. Eterno sonhador, mesmo sem sonhos.

 

Para hoje fica este pequeno pensamento que vale o que vale. Continuação de boa semana e votos de muito sucesso!

 

P.S.: No dia em que chegar ao topo eu depois digo-vos, ok?

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